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Vale já avalia duplicação de Moatize

30 de setembro de 2011

 Os dias são de expectativa em Moçambique. O primeiro navio carregado com carvão retirado pela Vale da mina de Moatize seguiu para Dubai há duas semanas e outro está prestes a atracar no porto de Beira para mais um carregamento. Enquanto segue a contagem regressiva para o fim do trabalho de implantação da primeira fase do projeto, em outubro, a duplicação da capacidade, de 11 milhões de toneladas ao ano para 22 milhões de toneladas, é assunto cada vez mais presente e sua aprovação é aguardada para breve. Em outras partes do país, funcionários da empresa brasileira analisam a viabilidade de novos projetos bilionários, com investimentos em outras minas de carvão, fosfato e níquel, além de uma termelétrica e de um novo corredor de exportação.

A Vale é a empresa que mais tem investido em Moçambique e homens e mulheres com seu uniforme verde circulam por todos os cantos do país. Em Tete, cidade próxima da mina cuja concessão ela recebeu em 2007, a presença de trabalhadores locais e de outros países, contratados ou prestadores de serviços, mudou a rotina dos moradores. Carros novos estão nas ruas, os locais de hospedagem vivem lotados e a construção civil avança com condomínios de casas e hotéis, um deles de frente para o rio Zambeze, próximo da ponte Samora Machel, que liga Moçambique a Zâmbia, Malawi e outros países. Um supermercado batizado com o nome VIP foi inaugurado em abril e, antes dele, um dos locais mais tradicionais de compra era o mercado 1º de maio, formado por barracas. O aumento na demanda resultou em reajustes em aluguéis e outros produtos. “Até a água está mais cara”, diz um morador.

O município possui aproximadamente 170 mil habitantes. No pico da etapa de implantação da mina de carvão metalúrgico e térmico, em julho, 8,9 mil pessoas, trabalhavam para colocar Moatize em operação, número que está diminuindo com o avanço das obras (hoje são cerca de 6 mil). Mas, em visita recente ao país, o presidente da companhia, Murilo Ferreira, garantiu que a ampliação (chamada de Moatize II) já é uma realidade, embora ainda dependa de aprovação do conselho de administração. “Estamos otimistas”, diz o diretor da Vale Moçambique, Galib Chaim, que trabalha no país desde 2005. Ele não revela detalhes dos estudos em andamento em cinco diferentes regiões, mas confirma o interesse em outros produtos e a possibilidade de investir na geração de energia para garantir o suprimento de futuros empreendimentos.

Fonte: Valor Econômico