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Vale ampliará a mina de carvão de Moatize com mais 2 bilhões de dólares

31 de outubro de 2011

O Projeto de Carvão de Moatize em Tete, centro de Moçambique, vai ter a segunda fase concluída em 2014. A mineradora Vale confirmou ainda que pretende escoar a sua produção pelo Malawi com uma linha férrea e porto orçados em 4,4 bilhões de dólares.

A expansão do projeto de carvão mineral e energético pela Vale foi confirmada na última quarta-feira (26/10) no balanço financeiro do terceiro trimestre.

A mineradora reportou que a expansão da mina Moatize vai receber 2,07 bilhões de dólares até o segundo semestre de 2014, quando pretende produzir mais 11 milhões de toneladas do mineral. O volume irá dobrar a produção atual da mina.

“Moatize II vai nos permitir alavancar os nossos ricos recursos de carvão em Moçambique”, afirma a mineradora no relatório do terceiro trimestre, no qual reportou um lucro líquido de 7,893 bilhões de dólares – resultado 23,2% inferior ao segundo intervalo fiscal de 2011.

A produção moçambicana será escoada pelo vizinho Malawi, país no qual o Conselho de Administração da Vale aprovou o aporte de 4,444 bilhões de dólares para a construção do Corredor Nacala.

A mineradora pretende transportar o carvão por um ramal ferroviário de 912 quilômetros entre Moçambique e Malawi e um porto com capacidade para movimentar 18 milhões de toneladas por ano – o potencial do terminal marítimo é estimado em até 30 milhões de toneladas.

A ferrovia terá 3,435 bilhões de dólares e o terminal marítimo, 1,009 bilhão. “O início do projeto está previsto para o segundo semestre de 2014″, diz a Vale.

O investimento em logística foi acompanhado pela aquisição de 16% de participação na empresa que controla a ferrovia entre Moçambique e o Malawi, a Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Norte SA (SDCN).

A Vale pagou 8 milhões de dólares para atingir 67% no capital da SDCN. Em setembro de 2010, a brasileira havia comprado 51% da mesma.

Fonte: Adaptação Club of Mozambique