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RESERVAS MUNDIAIS DE GÁS: Projeções mantêm país em posição de topo

11 de maio de 2016

As descobertas “offshore” de materiais nas áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma têm o potencial de colocar Moçambique no top 9 do ranking mundial de reservas de gás natural.

Estas projecções foram feitas por Paul Eardley-Taylor, director de Petróleo e Gás para África Subsahariana do Standard Bank, à margem da 5.ª edição da Conferência e Exposição de Minas, Energia, Petróleo e Gás Natural de Moçambique (MMEC), realizada recentemente em Maputo.

Segundo ele, o investimento directo estrangeiro nos projectos de LNG-Gás Natural Liquefeito, na bacia do Rovuma, poderá atingir, entre 2017 e 2022, cerca de 35 biliões de dólares norte-americanos, caso a parte contratual para que as operadoras possam avançar para a decisão financeira de investimento seja concluída até ao final do ano em curso.

Contudo, a fonte alertou que é importante compreender a forma como os projectos de LNG são estruturados desde a concepção até que tenham desenvolvimento.

“Temos a fase de exploração e mais adiante uma fase de desenvolvimento, caracterizada por apresentar um custo razoavelmente baixo, onde a empresa gasta dinheiro com consultores e engenheiros em trabalhos iniciais da fase de contratação”, referiu, destacando que a maior parte da despesa só ocorre após FID (Decisão Final de Investimento).

Se a ENI e a Anadarko, que operam na Bacia do Rovuma, tomarem uma posição, neste e no próximo ano, respectivamente, então haverá grandes despesas de investimento entre 2017 e 2022.

“É desta forma que os projectos funcionam, e a FID é um factor determinante, para a maioria das despesas de investimento comprometidas serem realizadas”, realçou.

Por sua vez, André Du Plessis, director executivo da Banca Corporativa e de Investimentos do Standard Bank Moçambique, disse igualmente acreditar que Moçambique será um potencial fornecedor para a indústria global: “O que temos de analisar é a demanda por LNG no mundo, onde há uma projecção de fornecimento de aproximadamente 450 milhões de toneladas a partir de 2019 (em 2015, a quantidade de LNG transaccionado foi de 245 milhões de toneladas). Este crescimento da oferta faz-nos crer no surgimento de novas fontes de procura”, indicou.

O director executivo da Banca Corporativa e de Investimentos disse que a “nossa crença é que para projectos de LNG, os custos, incluindo os de produção, são sempre factores de sucesso muito importantes. Embora o LNG em Moçambique não deverá ser tão barato quanto os projectos de LNG norte-americanos por causa das suas vantagens únicas, espera-se que venha a ser muito competitivo”.

Em relação à participação do Governo nos projectos de LNG, André Du Plessis explicou que qualquer Governo por si só não pode fazer muito a respeito das perspectivas da oferta e demanda, pois isto está fora do seu controlo.

“Mas há duas coisas importantes que eles podem fazer: a primeira é a legislação, as licenças, regulamentação, tudo o que está sujeito a uma lei ou a um processo dentro de Moçambique deve ser feito o mais rápido possível, para que não haja obstáculos. Mas também é importante dar confiança aos interessados em LNG, que o projecto decorra em tempo útil”, sustentou.

Organizada pela AMETrade Ltd., em coordenação com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a Associação Geológico Mineira de Moçambique (AGMM), a 5.ª Edição da Conferência e Exposição de Minas, Energia, Petróleo e Gás Natural de Moçambique teve como tema principal “Utilizar os recursos naturais nacionais para catalisar o desenvolvimento de infra-estruturas, crescimento inclusivo e transformação económica”.

Fonte: Online Notícias