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Moçambique, Zimbabué e Botsuana assinam acordo para construção de porto

28 de abril de 2011

Os governos de Moçambique, Zimbabué e Botsuana rubricaram no último dia 18, em Maputo, um memorando de entendimento para a implementação do projeto tripartido da Ponta Techobanine, avaliado em sete bilhões de dólares.

O projeto, que poderá estar concluído em dez anos, contados a partir de 2012, visa a construção de uma linha férrea ligando Moçambique e o Botsuana e um porto de águas profundas em Techobanine, no distrito de Matutuíne, província meridional moçambicana de Maputo, entre outras infraestruturas complementares. A via ferroviária vai passar pelo Zimbabué.

Oficializaram o memorando os Ministros dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Zimbabué e Botsuana, nomeadamente Paulo Zucula, Nicholas Goche, e Frank Ramsden.

Falando a imprensa depois da formalização do acordo, Zucula disse que o setor privado já tem garantias de acesso aos fundos necessários, mas que faltava o compromisso formal dos governos dos três países envolvidos no projeto.

De acordo com o Ministro, o projeto deveria se iniciar ainda no presente ano, mas antes disso são necessários trabalhos de engenharia.

“Estou certo de que o projeto vai arrancar já no próximo ano”, afirmou Zucula, acrescentando que já foi concluído o estudo de viabilidade.

O Ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações disse que o projeto Techobanine surge numa altura em que se assiste, na região, a um “boom” de minerais e de outras matérias-primas, cuja exploração está para breve.

Segundo o Ministro, este projeto vem atenuar, no plano regional, o déficit global de infraestruturas de transporte, um dos fatores determinantes para o elevado custo dos produtos ao consumidor.

Enquanto isso, o Ministro dos Transportes e Comunicações do Botsuana, Frank Ramsden, disse que um sistema de transporte eficiente, como o que se pretende erguer entre os três países, garante um ambiente de crescimento econômico rápido.

Depois de destacar que o projeto vai impulsionar o setor mineiro do Botsuana, Ramsden vincou que “precisamos também da liberdade econômica e não apenas política”.

Para o Ministro zimbabueano, Nicholas Goche, o projeto vai trazer ganhos muito mais para o seu país e para o Botsuana, na qualidade de países do interior, sem acesso ao mar.

Fonte: Adaptação Club of Mozambique