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Moçambique e Tanzânia vão liderar “boom” petrolífero na África

16 de setembro de 2014

Exploracao-Gas-Rovuma-22-06-2014

Um estudo conduzido pela companhia sul-africana Price Waterhouse Coopers (PWC) revela que a indústria de gás e de petróleo na África vai atingir o seu boom nos próximos anos, com Moçambique e Tanzânia sendo os principais produtores caso os governos dos dois países atraiam mais investimentos para a área dos hidrocarbonetos.

O estudo indica que seis descobertas, num universo global de 10, foram feitas em 2013 em várias partes de África, havendo atualmente mais de 500 companhias já explorando os hidrocarbonetos.

As descobertas de reservas de gás natural em Moçambique e Tanzânia farão com que o mundo passe a considerar a região da África Oriental como o principal produtor de petróleo e de gás a nível de toda a indústria de hidrocarbonetos, de acordo com Chris Bredenhann, conselheiro daquela companhia.

Bredenhann referiu que o boom que se tem registado no setor já se traduz na angariação de novos investimentos no continente africano. Notou que transações no setor de petróleo atingiram, no ano passado, um bilhão de dólares.

O estudo salienta que a África enfrenta ainda problemas relacionados com competição para atrair investimentos internacionais.

“Um grande obstáculo para o crescimento em Moçambique e Tanzânia tem a ver com o custo de infraestruturas necessárias”, sublinhou Bredenhann.

Cerca de nove milhões de barris diários de crude foram produzidos em 2013, dos quais mais de 80 por cento assegurados pela Nigéria, Líbia, Argélia, Egito e Angola.

A pesquisa indica que Moçambique espera tornar-se um fornecedor principal de gás natural para o mercado asiático, ao lado da Austrália, Estados Unidos e da Papua Nova Guiné, logo que começar a exportar aquele recurso para aquela zona.

Indica ainda que as companhias internacionais, como a Eni, Chevron e a BP têm vindo a injectar os seus investimentos na área do gás, descoberto na última década em África.

O estudo concluiu que as necessidades petrolíferas em África também irão crescer de forma significativa nos próximos 20 anos, devido ao crescimento da população, urbanização e emergência da classe média, em vários países africanos.

 

Fonte: Adaptado do site Club of Mozambique