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Moçambique cria capacidade para aproveitamento da água

11 de janeiro de 2011

Moçambique iniciou ações tendentes a instalar capacidade de investigação científica e desenvolvimento de tecnologias em águas.

Para tal, o Governo criou recentemente o Instituto de Investigação em Águas (IIA), instituição de âmbito nacional que vai mobilizar recursos materiais, humanos e financeiros para a realização de atividades de investigação em águas e fortalecimento do sistema nacional de investigação e inovação.

No conjunto das suas atribuições, o IIA vai igualmente contribuir na definição da agenda nacional de investigação em água consentânea com os objetivos de desenvolvimento do país, definir em articulação com as entidades relevantes, institutos de investigação, universidades públicas e privadas, agências de financiamento, agências reguladoras e implementadoras e parceiros, as prioridades de investigação em águas.

A idéia que presidiu a criação do IIA foi também de realizar a investigação que vise contribuir para a valorização e a conservação da água de modo a potencializar a sua contribuição para o desenvolvimento sustentável do país, desenvolver e promover a introdução de novas tecnologias para o aproveitamento, conservação e utilização racional de recursos hídricos, fornecer subsídios com base na investigação científica que permitam ao Governo a orientação do investimento na área de águas, incluindo a divulgação do conhecimento técnico-científico.

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, que realizou visitas exploratórias para a instalação das primeiras estacões de pesquisa do Instituto de Investigação em Águas, em Marracuene e nos Pequenos Libombos, em Boane, explicou à Imprensa que “o IIA será implantado a nível nacional incluindo unidades móveis, em que os cientistas serão movimentados em função das especificidades dos programas de investigação”.

“Trata-se de uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e das Obras Públicas e Habitação, e o IIA tem em vista aglutinar os programas de investigação por si realizados mas também por outras instituições, criar um manancial de conhecimentos no que respeita às oportunidades que temos e o que podemos fazer, por exemplo, com águas das cheias, o que fazemos com as águas disponíveis nos nossos rios e nos mares”.

Recordou existirem já tecnologias disponíveis para o aproveitamento da água do mar para outros fins “e Moçambique com a costa que tem, tem que começar a estudar essas oportunidades, mas sobretudo para vermos como contribuirmos para a expansão de furos de águas e poços para as comunidades”.

Para já estão disponíveis cerca de meio milhão de dólares para o arranque do estabelecimento do IIA, num projeto que conta com o suporte do Governo da Holanda.

Fonte: Adaptação Club of Mozambique