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Brasil amplia suas ações no Continente Africano

19 de setembro de 2012

O Brasil, que é o país com maior número de pessoas de ascendência africana fora do Continente de África, tem acertado ao ampliar sua influência a partir dos laços históricos advindos do tempo do Império Português.

 

O conjunto de projetos de ajuda e empréstimos que foi recentemente ampliado aos países da região, têm sido responsável por projetar uma maior influência brasileira em um continente cujo desenvolvimento e expansão acontece rapidamente. “Há a sensação crescente de que a África é fronteira do Brasil”, disse Jerry Dávila, um historiador da Universidade de Illinois.

 

O destaque dado à África também reflete uma mudança na própria estrutura do Brasil, que tem se posicionado como provedor, embora, grandes desafios de desenvolvimento ainda persistam no país. O Brasil também é um grande exportador agrícola, que recentemente ultrapassou a Grã-Bretanha como a sexta economia do mundo e que agora possui mais embaixadas na África do que faz a Grã-Bretanha. Está é uma mudança notável se considerarmos que esse é o mesmo país que contou com ajuda externa na década de 1960.

 

No momento, a África representa aproximadamente 55% de todo o investimento da Agência Brasileira de Cooperação, órgão que supervisiona os projetos de ajuda no exterior, segundo afirmou eu diretor Marco Farani. Ao todo, incluindo os intercâmbios educacionais e uma carteira de crédito em expansão, a ajuda externa do Brasil ultrapassa US$ 1 bilhão, disse. Grandes porções da ajuda brasileira também vão para países da América Latina, e há um pequeno foco em Timor Leste, ex-colônia Portuguesa localizada no Sudeste Asiático.

 

“Nós ainda temos um perfil de ajuda externa reduzida se comparados a alguns outros países, mas estamos aprendendo a como trabalhar em cooperação”, disse Farani.

 

Depois de uma onda de Missões Diplomáticas na última década, o Brasil agora tem 36 embaixadas na África, e espera abrir sua 37ª no Malawi este ano. Outros projetos são destinados a atrair africanos para estudar no Brasil, o que pretende abranger os países de língua portuguesa, incluindo Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

 

Desde que o Brasil não precisa importar grandes quantidades de petróleo ou de alimentos, seus planos na África diferem um pouco de outros países. Assim, estes focam-se em aumentar as oportunidades e influência das empresas brasileiras no território, tendo em vista que às vezes trabalham conjuntamente com o governo para oferecer ajuda.

 

Alguns dos maiores avanços do Brasil, estão previsivelmente entre os países falantes do português, como Angola, onde a construtora brasileira Odebrecht posiciona-se entre os maiores geradores de empregos no país. E Moçambique, em que a mineradora Vale iniciou um mega projeto de expansão na produção de carvão.

 

Fonte: Adaptado do site The New York Times